10 a 14 de Junho de 2025 – Uma missão conjunta entre o Banco Mundial e a Unidade de Implementação do MOSAP3 percorreu as províncias da Huíla e Benguela com o objectivo de supervisionar os avanços das Escolas de Campo Agrícola (ECAs), identificar boas práticas, avaliar desafios e recolher subsídios para o aprimoramento técnico do Projecto.
Integraram a missão os consultores do Banco Mundial, Dra. Lisa Ancel (Pecuária) e Dr. Marcelino Ferreira (Agricultura), acompanhados de especialistas séniores e plenos da UIP, IDA, ISV e EPIP.
Huíla: Formação técnica e impacto visível no campo
A missão teve início na Huíla, com visitas ao Centro de Produção de Vacinas contra a Newcastle e à Estação Experimental da Humpata. No município da Chibia, foram visitadas as ECAs Tchongolomatemba e Kusseteca, onde os beneficiários demonstraram significativa assimilação de práticas como irrigação eficiente, rotação de culturas e controlo integrado de pragas.
A ECA Kusseteca, na aldeia Tchitonda B, destacou-se pelo efeito multiplicador das técnicas adquiridas, já replicadas em outras áreas da comunidade, confirmando o impacto positivo da metodologia das ECAs.
Benguela: Valorização local e práticas sustentáveis
Em Benguela, a missão percorreu os municípios de Balombo e Bocoio, visitando as ECAs Epongoloco, 17 de Setembro, Dr. António Agostinho Neto e Havemos de Voltar. As iniciativas locais deram enfoque à diversificação da produção, transformação de alimentos e práticas de agricultura sensível à nutrição.
Na ECA Epongoloco, produtos anteriormente desperdiçados são agora transformados em compotas, bolos e geleias, evidenciando inovação na redução de desperdício e na geração de renda.
Recomendações Técnicas e Estratégicas
A missão sublinhou o papel das ECAs como impulsionadoras da produtividade agrícola, do rendimento familiar e da coesão comunitária. Entre as recomendações deixadas pelo Banco Mundial e a UIP destacam-se:
• Estudos de mercado para compras de insumos;
• Práticas agroecológicas sustentáveis;
• Planeamento racional de recursos;
• Indicadores de desempenho e avaliação constante;
• Revisão e melhoria dos manuais técnicos;
• Integração entre agricultura e pecuária;
• Gestão eficiente da água e irrigação.
A visita reforçou a confiança no modelo das ECAs como ferramenta transformadora do desenvolvimento rural em Angola. O MOSAP3 segue empenhado em consolidar práticas sustentáveis e ampliar o impacto positivo junto das comunidades camponesas.





































